POLÍTICA


Michelle ganha apelido de ‘Yoko Ono’ entre aliados dos filhos de Bolsonaro após crise com Flávio

Comparação foi feita por influenciador ligado ao núcleo bolsonarista e faz referência ao impacto atribuído à artista japonesa no fim dos Beatles

Imagem: Reprodução/YouTube

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ser chamada de “Yoko Ono” por integrantes e simpatizantes de setores ligados aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O apelido surgiu após a repercussão do vídeo em que Michelle criticou publicamente o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As informações são da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles.

A comparação foi feita nesta quinta-feira (2) pelo jornalista e youtuber Kim Paim, influenciador próximo de figuras do núcleo bolsonarista, entre elas Carlos Bolsonaro.

Ao comentar uma publicação sobre a mais recente pesquisa da AtlasIntel, Paim escreveu na rede social X: “13% apoiam a Yoko Ono”, em referência a Michelle.

Entre aliados dos filhos de Bolsonaro, o apelido tem sido utilizado como crítica ao que consideram um papel de desgaste interno dentro do grupo político, após a divulgação dos vídeos em que a ex-primeira-dama relatou episódios de desentendimento com Flávio Bolsonaro.

Referência aos Beatles

A comparação remete a Yoko Ono, artista, cantora e compositora japonesa que foi casada com John Lennon entre 1969 e 1980.

Ao longo das décadas, parte dos fãs dos The Beatles atribuiu a Yoko Ono influência no processo que levou ao fim do grupo. Historiadores e especialistas em música, no entanto, destacam que a banda já enfrentava divergências internas antes da aproximação entre Lennon e a artista.

Ainda assim, a presença de Yoko Ono durante os últimos anos dos Beatles é frequentemente associada ao agravamento das tensões entre John Lennon e os demais integrantes da banda: Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Foi justamente essa associação que motivou a comparação feita por aliados do bolsonarismo após o episódio envolvendo Michelle e Flávio Bolsonaro.