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EUA impõem sanções a pessoas e empresas brasileiras por elo com o PCC

Determinação partiu do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, a quem cabe aplicar medidas de punição financeira

Foto: The White House

 

Três empresas e dois cidadãos brasileiros foram alvo de sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos “devido aos seus vínculos com a maior organização criminosa da América Latina, o Primeiro Comando da Capital (PCC), sediado no Brasil”. As medidas foram oficializadas nesta terça (1º), segundo a colunista Mariana Sanches, do portal UOL.

A determinação partiu do Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, a quem cabe aplicar medidas de punição financeira contra instituições com ligação com facções criminosas listadas como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês).

De acordo com a colunista do UOL, CV e PCC foram designadas como FTOs pelo governo Trump no mês passado, apesar do posicionamento contrário à designação do atual governo brasileiro. Na semana passada, o secretário de Estado Marco Rubio agradeceu textualmente, por carta, ao senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por seu apoio à medida. A classificação de CV e PCC como terroristas é um das bandeiras eleitorais de Flávio.

“O PCC representa uma ameaça significativa à segurança nacional dos EUA, uma vez que seus integrantes em todo o território americano — particularmente na Flórida — lavam recursos provenientes do tráfico de drogas e contribuem para um ciclo de criminalidade”, diz o texto ao justificar as medidas.

As ações são justificadas por duas Ordens Executivas: uma do governo Biden, que colocou o PCC numa lista americana de alvos narcotráfico global, e uma outra de Bush, que criou a lista de entidades internacionais designadas como terroristas. Esta segunda foi emendada por Trump em seu segundo mandato para incluir cartéis de drogas, entre eles o CV e o PCC.