POLÍTICA


Bruno Reis volta a cobrar projeto da ponte Salvador-Itaparica: ‘Ainda não tem documentação na prefeitura’

Prefeito afirma que governo enviou apenas papéis sem o projeto da intervenção em Salvador e critica o que chama de descumprimento das formalidades legais para o início das obras

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a afirmar na noite da última segunda-feira (22) que o governo do Estado ainda não apresentou a documentação para o começo das obras da ponte Salvador-Itaparica no território da capital.

Questionado sobre o assunto pelo MundoBA no dia 10 de junho, Bruno afirmou que nenhum projeto ou documentação havia sido apresentado para ele até aquele momento.

Já nesta segunda, durante entrevista à rádio NovaFM 94.7, no São João de Cruz das Almas, o chefe do Executivo soteropolitano disse que alguns documentos chegaram a ser enviados pelo governo, porém, sem nenhum projeto.

“Não tem projeto em Salvador, por isso foram começar por Vera Cruz. Depois que eu cobrei apresentaram mais uns papeis, mas o projeto não tem”, disse Bruno.

O prefeito disse ainda que, mesmo sem a documentação, não irá impedir que as obras sejam iniciadas na capital baiana.

“Se forem começar as obras da ponte, podem começar. Todas as obras que o governo do Estado faz em Salvador eles começam sem entregar os documentos, sem cumprir as formalidades legais, essa vai ser mais uma, porém, podem começar, a prefeitura não vai lá embargar”, afirmou o prefeito.

 

Posicionamento da Concessionária Ponte Salvador-Itaparica e do governador

Após as primeiras declarações de Bruno Reis sobre o assunto, a Concessionária ponte Salvador-Itaparica afirmou que protocolou, junto à Prefeitura de Salvador, desde o mês de abril, requerimento de alvará para início das obras.

Já o governador Jerônimo Rodrigues (PT), questionado sobre o assunto no dia 11 de junho, afirmou que solicitou a divulgação dos documentos por meio do Consórcio ponte Salvador-Itaparica, formado pelas estatais chinesas CCCC e CRCC.

“Hoje, eu pedi que ele ( consórcio chinês) pudesse enviar para vocês da imprensa o ofício pedindo à prefeitura municipal as anuências, às licenças que cabem à prefeitura fazer”, afirmou. “Pedimos que ele traduza de forma bastante clara os documentos que ele enviou, segundo ele, em janeiro e em abril”, completou.

Até o momento, no entanto, nenhum documento foi divulgado para a imprensa.