POLÍTICA


Defesa diz que arma de Bolsonaro foi inutilizada por seguranças sem conhecimento do ex-presidente

Advogados afirmam ao STF que pistola teve o percussor retirado devido aos efeitos de medicamentos psiquiátricos utilizados por Bolsonaro

Foto: Ton Molina/STF

 

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (17), que a pistola apreendida com um militar responsável por sua segurança havia sido tornada inoperante pela própria equipe do político. Segundo os advogados, a medida foi adotada sem o conhecimento prévio de Bolsonaro em razão dos efeitos de medicamentos psiquiátricos que ele utilizava.

Na manifestação encaminhada ao STF, a defesa argumenta que os remédios poderiam afetar a cognição do ex-presidente, o que levou integrantes da equipe de segurança a retirarem o percussor da arma, impedindo seu funcionamento.

De acordo com os advogados, Bolsonaro percebeu posteriormente que a pistola apresentava falha ao manuseá-la e solicitar um teste de funcionamento. Diante disso, pediu a um dos militares que atuam em sua segurança pessoal que encaminhasse o armamento para manutenção.

A arma, uma pistola Glock calibre 9 mm registrada em nome do ex-presidente, foi apreendida na madrugada de segunda-feira (15) durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal. O armamento estava com o militar Estácio Leite da Silva Filho, que integra a equipe de segurança de Bolsonaro.

Embora o registro da pistola estivesse regular, a arma foi recolhida porque o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não estava no veículo no momento da abordagem. Em depoimento, o militar afirmou que transportava o equipamento para reparos e que ele seria posteriormente devolvido ao ex-presidente.

A defesa também informou que Bolsonaro não pretende solicitar a devolução da arma enquanto permanecer em prisão domiciliar. Os esclarecimentos foram apresentados após o ministro Alexandre de Moraes determinar que o ex-presidente explicasse a presença do armamento com o militar responsável por sua segurança.