ECONOMIA


Com 69% endividados, Desenrola 2.0 ajudou 10% dos brasileiros, diz Quaest

Para 25% dos entrevistados, programa de renegociação de dívidas é uma má ideia, enquanto 20% acreditam que ajuda um pouco nos orçamentos familiares

Foto: Agência Brasil

 

Uma nova amostra da pesquisa Genial/Quaest de junho apontou que 10% dos brasileiros apontam ter sido beneficiados pelo novo programa de renegociação de dívida do governo, o Desenrola 2.0, contra 88% que não se sentiram favorecidos pela medida.

Segundo o Serasa, em abril, cerca de 83,3 milhões de brasileiros estavam em estado de inadimplência, ou seja, sem conseguir cumprir os compromissos financeiros. Já a nova pesquisa da Quaest aponta que, dos entrevistados, 69% estavam endividados.

Para 25% dos entrevistados, o Desenrola 2.0 é uma má ideia, enquanto 20% acreditam que a ideia ajuda um pouco os orçamentos familiares. Na outra ponta, 50% responderam que a medida é positiva.

O percentual de pessoas com muitas dívidas caiu de 28% para 23%, enquanto os que dizem não ter dívidas subiram de 27% para 30%. Os que dizem ter poucas dívidas oscilaram de 45% para 46%. Segundo o levantamento, os brasileiros mais endividados são aqueles que ganham até dois salários mínimos (73%), enquanto 63% dos que possuem renda maior que cinco salários mínimos têm algum tipo de dívida.

Em um mês, o porcentual de pessoas que ouviram falar do programa de renegociação de dívidas saiu de 57% para 61%, enquanto os que desconheciam saiu de 43% para 39%.

Lançado no início de maio, o programa federal permite a renegociação de dívidas referentes ao cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), com taxas de juros especiais e descontos que podem chegar a 90%.

Os dados são da pesquisa Genial/Quaest deste mês, realizada entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros maiores de 16 anos. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.