BAHIA


Candidata entra com recurso alegando irregularidades nas eleições da UFBA

Salete Maria da Silva questionou imparcialidade de integrantes da Comissão Eleitoral e classificou regras estabelecidas para eleição como “excludentes” e “antidemocráticas”

Foto: Divulgação/Redes sociais

 

A candidata à Reitoria da Universidade Federal da Bahia, Salete Maria da Silva, representante da Chapa 4 “Nossa UFBA: democratizar, incluir e cuidar para avançar”, protocolou um recurso de impugnação da eleição para reitor(a) e vice-reitor(a) da instituição referente ao quadriênio 2026-2030. No documento, ela solicita a anulação do pleito, alegando uma série de irregularidades durante o processo eleitoral.

Entre os pontos apresentados no recurso, Salete questiona a imparcialidade de integrantes da Comissão Eleitoral, que configuraria conflito de interesse na condução e julgamento do processo eleitoral.

O documento também critica as regras estabelecidas para a eleição, classificadas pela candidata como “excludentes” e “antidemocráticas”. De acordo com o recurso, a resolução aprovada pelo Conselho Universitário teria limitado a participação de estudantes da educação a distância e de cursos em regime de alternância, além de estabelecer um curto período oficial de campanha.

Outro ponto levantado foi a ausência de urnas em diversas unidades acadêmicas da universidade no primeiro dia de votação. A candidata afirma que o problema comprometeu o direito ao voto de estudantes, técnicos e professores, especialmente no turno matutino, e sustenta que a situação afetou diretamente a legitimidade do resultado eleitoral.

O recurso ainda denuncia supostas irregularidades no transporte das urnas. Segundo a representação, parte do material eleitoral teria sido transportada em veículos ligados à ASSUFBA, sindicato que, de acordo com o texto, manifestou apoio à Chapa 2. A candidata também afirma que fiscais de outras chapas teriam sido impedidos de acompanhar o transporte das urnas.

Além disso, o documento aponta que um integrante da Comissão Eleitoral teria participado de grupos de WhatsApp ligados à campanha da Chapa 2, o que, segundo a candidata, comprometeria a imparcialidade da comissão responsável pela condução do pleito.

A representante da Chapa 4 também questiona a participação de membros da comissão e do atual reitor da universidade em atos de comemoração da vitória da Chapa 2 antes do encerramento do prazo recursal.

Para a candidata, os episódios reforçam suspeitas de favorecimento político durante o processo eleitoral.
Ao final, Salete Maria da Silva solicita a impugnação das urnas e a anulação da eleição, alegando violação aos princípios da legalidade, igualdade, transparência e moralidade administrativa. O documento informa ainda que novas medidas judiciais poderão ser adotadas caso o recurso não seja acolhido pela Comissão Eleitoral.