ECONOMIA


Bolsa fica barata, mas poderá dobrar nos próximos dias, diz diretor de investimentos

Roberto Reis, da Meraki Capital, afirma que investidores acompanham de perto pesquisas eleitorais e possíveis repercussões no mercado

Foto: Pixabay

 

O Ibovespa voltou a ficar atrativo depois de cair cerca de 11% em relação à máxima do ano. Segundo Roberto Reis, diretor de investimentos da Meraki Capital, os próximos dias serão decisivos para definir o próximo movimento do mercado.

Reis diz que os investidores acompanham de perto as pesquisas eleitorais para medir o impacto das notícias sobre Flávio Bolsonaro junto ao eleitorado. “Uma queda maior da popularidade pode derrubar o mercado e criar um novo ponto de compra”, afirma.

Apesar da queda acentuada de Bolsonaro nas pesquisas, Reis avalia que haveria espaço para a emergência de outro candidato mais ao centro, com maiores chances de vencer.

“Dependendo do resultado das eleições, com um governo com mais controle fiscal, podemos ter uma queda maior dos juros e o índice pode dobrar e bater 400 mil pontos em dois anos”, diz. Ele lembra que juros mais baixos ampliam o potencial de crescimento e o lucro das small caps.

Sem mudança de governo, a estratégia será permanecer em ações de grandes empresas, com a bolsa dependendo mais do fluxo estrangeiro e os juros ainda altos pressionando as companhias voltadas para a economia doméstica.

No exterior, Reis espera que Donald Trump se esforce para encerrar o conflito com o Irã antes das eleições legislativas de novembro. O fim da guerra deve favorecer as commodities, atrair fluxo para emergentes e abrir espaço para o Banco Central brasileiro acelerar o corte de juros.

No começo do ano, a Meraki já havia reduzido a exposição em small caps e concentrado o portfólio nas grandes. “As grandes empresas permitem aproveitar o movimento de compra dos estrangeiros e também são mais líquidas e facilitam as movimentações”, afirma.