SALVADOR


Prefeitura lança campanha contra excesso de velocidade no Maio Amarelo em Salvador

Ação da Transalvador usa casos reais de acidentes para alertar sobre mortes no trânsito e mira principalmente motociclistas

Foto: Ascom Transalvador

 

A Prefeitura de Salvador lançou uma nova campanha de conscientização contra o excesso de velocidade como parte das ações do Maio Amarelo 2026. Coordenada pela Transalvador, a iniciativa traz o tema “A pressa passa, a perda fica. Desacelere” e utiliza manchetes reais de acidentes registrados na capital entre 2025 e 2026 para alertar motoristas sobre os riscos no trânsito.

Segundo a Transalvador, 135 pessoas morreram no trânsito de Salvador em 2025, com os motociclistas representando mais da metade das vítimas fatais. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, foram registradas 34 mortes de motociclistas, um aumento de 126% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O superintendente da Transalvador, Diego Brito, afirmou que a campanha integra uma política permanente de segurança viária baseada em fiscalização, educação e análise de dados. “Os números mostram que avançamos, mas ainda há muito a ser feito. A Transalvador intensificou a fiscalização, ampliou as intervenções viárias e investiu em comunicação educativa. E a campanha do Maio Amarelo é parte direta dessa estratégia. Não tratamos a segurança viária como uma ação pontual, mas como uma política permanente construída com base em dados e evidências”, declarou.

A ação terá foco em homens jovens entre 20 e 39 anos e motociclistas das classes C, D e E, considerados os grupos mais vulneráveis nos sinistros de trânsito da cidade. Além das redes sociais, a campanha será exibida em TV, rádio, outdoors e mobiliário urbano, acompanhada de operações de fiscalização e ações educativas em pontos estratégicos da capital.

Uma pesquisa realizada pela Transalvador em parceria com a organização Vital Strategies mostrou que apenas 6% dos motociclistas acreditam ter alta chance de serem multados por excesso de velocidade. O levantamento também apontou que campanhas educativas associadas à fiscalização aumentam a percepção de risco entre os condutores.