ECONOMIA


Renda média das famílias chega a R$2,2 mil em 2025 e bate recorde

Dado faz parte da Pnad, divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

A renda média mensal das famílias brasileiras chegou a R$2.264 por pessoa em 2025. Esse valor representa crescimento real, já descontada a inflação, de 6,9% em relação a 2024. É também o maior já apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), iniciada em 2012.

O dado de 2025 representa o quarto ano seguido de alta no rendimento dos domicílios, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, 75,1% do rendimento médio mensal vêm do trabalho e 24,9%, das chamadas “outras fontes”. “O valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho”, explica o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes. O especialista lembra ainda que o Brasil vivenciou níveis mínimos de desemprego no ano passado, além de reajustes anuais do salário-mínimo.

A pesquisa traz informações relativas às unidades da Federação. O Distrito Federal e estados do Sul e Sudeste lideram o ranking do rendimento domiciliar per capita. Nas piores posições aparecem Ceará (R$1.379), Acre (R$1.372) e Maranhão (R$1.231).

Por região, o maior valor pertence ao Sul (R$2.734), seguido do Centro-Oeste (R$2.712) e Sudeste (R$2.669). Os menores rendimentos são do Nordeste (R$1.470) e Norte (R$1.558).

O IBGE mostra que a maior parte dos rendimentos que não decorrem do trabalho corresponde à aposentadoria e pensão, com 16,4%. Programas sociais aparecem na sequência, com 3,5%; seguidos de aluguel e arrendamento (2,1%), outros (2%) e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (0,9%).

Ao observar a origem do rendimento, o IBGE aponta que o Nordeste está abaixo da média nacional em relação à parcela que vem do trabalho; e acima em relação à parcela de outras fontes.

Na região, 67,4% do rendimento vêm do trabalho. As outras fontes respondem por 32,6% do orçamento das famílias.

Enquanto na média do país as aposentadorias e pensões representam 16,4% do rendimento, no Nordeste a proporção é 20,4%. Quando a origem é programa social do governo, a parcela do Nordeste chega a 8,8%, a maior do país.