POLÍTICA


Câmara de Salvador aprova Plano Municipal de Segurança com previsão de R$ 14,3 bilhões até 2035

Projeto prevê reforço da Guarda Municipal, instalação de novas câmeras e ações integradas de prevenção à violência

Foto: Reginaldo Ipê/CMS

 

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) aprovou, nesta quarta-feira (6), o Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (PMSPDS), proposta enviada pela Prefeitura de Salvador no fim do ano passado. O projeto reúne ações voltadas à prevenção da violência, ampliação do videomonitoramento e fortalecimento da Guarda Civil Municipal de Salvador (GCM).

O plano estabelece diretrizes para a política municipal de segurança pública e prevê integração entre órgãos municipais, além de articulação com os governos estadual e federal. Ao todo, o documento reúne 46 metas e 241 ações divididas entre medidas de curto, médio e longo prazo.

Entre os investimentos previstos estão a instalação de mais de 6 mil câmeras de vigilância na capital, a implantação do Centro de Controle e Operações (CCO), no bairro do Lobato, e a realização de concurso público para ampliar o efetivo da Guarda Municipal.

Segundo a prefeitura, o orçamento estimado para a área pode chegar a R$ 14,3 bilhões até 2035.

Com a aprovação do plano, a expectativa da gestão municipal é alcançar cerca de 10 mil câmeras integradas entre o poder público e a iniciativa privada. Atualmente, Salvador conta com aproximadamente 3,7 mil equipamentos em funcionamento.

Na mensagem enviada ao Legislativo, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que a proposta busca consolidar uma política permanente para a área da segurança pública.

“Trata-se de uma política de Estado, e não de governo, que busca consolidar um pacto social duradouro entre o Poder Público e a sociedade soteropolitana”, declarou.

O plano começou a ser elaborado em 2024 e contou com diagnósticos sobre violência urbana, audiências públicas e consultas com moradores, gestores municipais e agentes de segurança. Segundo levantamento apresentado no documento, mais de 70% dos entrevistados afirmaram não estar satisfeitos com a segurança na capital baiana.