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Orquestra do Neojiba encerra turnê histórica na China com concerto em Shenzhen

O repertório do grupo baiano incluiu clássicos brasileiros como 'Corcovado', 'Tico-Tico no Fubá' e 'Aquarela do Brasil'

Foto: Beatriz Meneses/Neojiba

 

A Neojiba concluiu, nessa terça-feira (5), a maior turnê já realizada por um grupo brasileiro na China. O encerramento aconteceu com um concerto de gala no Shenzhen Concert Hall, consolidando a presença internacional do projeto baiano de formação musical e inclusão social.

Durante a passagem pelo país asiático, a orquestra se apresentou em cidades como Pequim, Xi’an e Tianjin, em uma agenda voltada ao intercâmbio cultural e educacional. O repertório incluiu clássicos brasileiros como “Corcovado”, “Tico-Tico no Fubá” e “Aquarela do Brasil”.

Sob a regência do maestro Ricardo Castro, a apresentação também reuniu obras do projeto “Música das Américas”, com composições de Heitor Villa-Lobos, George Gershwin e Arturo Márquez.

A identidade baiana esteve presente no repertório por meio da obra do compositor Jamberê Cerqueira, coordenador pedagógico do Neojiba, que desenvolveu uma peça unindo o berimbau à formação orquestral.

Criado como política pública do Governo da Bahia, o programa é executado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Social pela Música (IDSM), e utiliza a prática musical coletiva como ferramenta de transformação social para crianças, adolescentes e jovens.

A turnê integrou as comemorações do Ano Brasil-China e reforçou a aproximação cultural entre os dois países, ampliando a presença da Bahia no cenário internacional da música de concerto.

A programação oficial continua nesta quarta-feira (6), quando os músicos e o maestro Ricardo Castro visitam a sede global da BYD, em Shenzhen. A atividade marca o fortalecimento das relações institucionais entre o projeto e a empresa chinesa.

O presidente da BYD no Brasil, Tyler Li, destacou o impacto da iniciativa no intercâmbio entre os países. “Mais do que uma turnê musical, construímos uma estrada de mão dupla: levamos a alma do Brasil ao Oriente e trouxemos para nossos jovens uma visão de futuro sem fronteiras”, afirmou.