POLÍTICA


TRF-2 julga este mês ação contra Cabral e executivos de Odebrecht, OAS e mais oito empreiteiras

Ministério Público Federal (MPF) pede o ressarcimento de R$ 242 milhões pelo dano que teria sido causado aos cofres do estado

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

 

O TRF-2 marcou para o próximo dia 27 a conclusão do julgamento de um caso que tem como réus o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral e seus ex-secretários Wilson Carlos e Hudson Braga — todos presos na Operação Calicute — , além de executivos dez empreiteiras, entre elas OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht. Eles são acusados de improbidade administrativa. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Na ação, o Ministério Público Federal (MPF) pede o ressarcimento de R$ 242 milhões pelo dano que teria sido causado aos cofres do estado. O órgão também quer o pagamento de multa civil e de danos morais coletivos, além de sanções como proibição de contratar com o poder público.

A sentença de primeiro grau julgou os pedidos improcedentes e, por conta disso, o MPF e o estado do Rio de Janeiro recorreram ao TRF-2.

O julgamento da apelação começou na semana passada, na Quinta Turma Especializada, mas não foi concluído em razão de o colegiado não ter chegado a um resultado unânime. Nesse caso, a sessão deve contar com a participação de outros julgadores e ter quórum que possibilite a inversão do resultado inicial.

Relator do recurso, o desembargador Ricardo Perlingeiro votou parcialmente a favor da apelação, negando apenas o pedido de dano moral coletivo e determinando a suspensão dos direitos políticos, também requerida pelo MPF, apenas em relação a Cabral, pelo período de 14 anos.

O desembargador Mauro Braga acompanhou o relator, enquanto o juiz federal Walner Pinto apresentou voto divergente.

Ao todo, 21 pessoas respondem ao processo de improbidade administrativa. O MPF sustenta que os réus teriam integrado esquema de fraude a licitações, cartel, pagamento de propinas e superfaturamento nas obras do PAC das Favelas no Rio de Janeiro. Segundo o órgão, o esquema teria sido articulado ainda em 2007, com divisão prévia dos lotes entre empresas, elaboração direcionada do edital e execução contratual com sobrepreço, gerando grande prejuízo ao erário.