ELEIÇÕES


João Roma aponta crescimento de Flávio Bolsonaro e critica gestão do PT na Bahia

Ex-ministro avalia cenário eleitoral, cita desgaste de Lula e reforça discurso de oposição no estado

Foto: Max Haack

 

O presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou que a oposição chega fortalecida para as eleições deste ano no estado e destacou o avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas nacionais. Em entrevista à rádio Salvador FM, Roma também criticou os governos do PT na Bahia e no país, apontando o que classificou como “promessas não cumpridas”.

Durante a entrevista, o ex-ministro avaliou que a disputa eleitoral baiana tende à polarização. “Está muito claro que a eleição deste ano na Bahia muito provavelmente vai ser decidida no primeiro turno. De um lado, você tem o que está aí, gerando promessas e enganando a população. Do outro lado, você tem ACM Neto para mudar a Bahia”, disse.

Ao comentar o desempenho de Flávio Bolsonaro, Roma afirmou que o crescimento do parlamentar nas pesquisas reflete o fortalecimento do campo conservador no Brasil. Ele também associou esse movimento a um suposto desgaste do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citando críticas à condução econômica do governo federal.

Sobre o cenário estadual, Roma disse identificar insatisfação popular com a gestão do PT, que governa a Bahia há cerca de duas décadas. “São 20 anos de bonitas propagandas, mas o PT não entrega o que promete. O que vejo nas ruas é muita insatisfação, muitas pessoas decepcionadas”, destacou.

Segundo ele, a segurança pública é uma das principais preocupações da população, apontando que o tema aparece com frequência nas demandas dos eleitores. “Se há um ponto que por onde a gente anda todo cidadão reclama, é justamente de uma certa leniência do governo, que não consegue garantir segurança pública para a população”, pontuou.

O dirigente partidário também comparou a situação da Bahia com outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, mencionando a percepção de redução nos índices de criminalidade nessas localidades. “Cada vez mais você vê famílias presas dentro de casa, mães com o coração apertado, vendo gente perder a vida por causa da porcaria de um celular. Rio de Janeiro e São Paulo conseguiram diminuir seus índices, e a Bahia não tem conseguido entregar segurança para a população”, concluiu.