MUNDO


Reino Unido investiga Telegram por suspeita de conteúdo de abuso infantil

Órgão regulador aponta possível falha da plataforma em conter material ilegal e cobra mais responsabilidade das empresas digitais

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

A Ofcom abriu nesta terça-feira (21) uma investigação contra o Telegram após indícios de compartilhamento de material de abuso sexual infantil na plataforma.

Segundo a agência Reuters, a apuração foi iniciada após o recebimento de provas do Centro Canadense de Proteção à Criança, além de uma análise própria sobre o funcionamento do aplicativo. A investigação busca verificar se o Telegram falhou em cumprir obrigações legais relacionadas à remoção de conteúdo ilegal.

A medida faz parte da política do Reino Unido para ampliar a proteção de menores na internet, reforçada pela Lei de Segurança Online de 2023, que estabelece regras mais rígidas para plataformas digitais.

O primeiro-ministro Keir Starmer tem defendido o endurecimento das normas e já discute a possibilidade de restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Na semana passada, ele se reuniu com executivos do setor e cobrou maior responsabilidade das empresas.

Em nota, o Telegram negou as acusações e afirmou que, desde 2018, reduziu significativamente a circulação desse tipo de conteúdo por meio de sistemas automatizados de detecção. A empresa também disse estar preocupada com o que classificou como possível pressão excessiva sobre plataformas que defendem privacidade e liberdade de expressão.

Além do Telegram, a Ofcom informou que abriu investigações contra outras plataformas, como Teen Chat e Chat Avenue, para avaliar se estão adotando medidas adequadas de proteção contra aliciamento infantil.

A diretora de fiscalização da Ofcom, Suzanne Cater, afirmou que as empresas precisam reforçar os mecanismos de segurança. Segundo ela, caso contrário, poderão sofrer sanções previstas na legislação britânica.