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Cuba confirma encontro em Havana com delegação dos EUA

Cubanos exigiram levantamento do embargo energético

Foto: gabrielmbulla/Pixabay

 

O vice-diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores de Cuba para os Estados Unidos, Alejandro García, confirmou nesta segunda-feira (20), em entrevista ao jornal Granma, a realização de um encontro recente entre delegações cubanas e americanas em Havana.

Segundo o diplomata, a reunião ocorreu em nível técnico, com a participação de secretários-adjuntos do Departamento de Estado dos EUA e representantes cubanos no nível de vice-ministro.

Durante o encontro, a delegação de Cuba priorizou a cobrança pelo fim do embargo energético imposto pelos Estados Unidos. García afirmou que a medida representa uma “punição injustificada” à população cubana e classificou o bloqueio como uma forma de coerção econômica.

O representante destacou ainda que a reunião transcorreu de forma respeitosa e profissional, sem definição de prazos ou imposição de condições por nenhuma das partes, ao contrário do que foi divulgado por parte da imprensa americana. Ele também ressaltou que encontros desse tipo são conduzidos com discrição devido à sensibilidade dos temas tratados.

O embargo foi intensificado em 29 de janeiro, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou estado de emergência nacional e classificou Cuba como uma ameaça à segurança do país. A medida permite a aplicação de sanções a nações que forneçam petróleo à ilha, o que tem provocado escassez de combustível e impactos no cotidiano da população.

O governo cubano reiterou a disposição para manter o diálogo com os Estados Unidos, desde que baseado no respeito mútuo e sem interferências.

Em entrevista à revista Newsweek, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que há espaço para negociações em áreas como ciência, migração, combate ao narcotráfico, meio ambiente, comércio, educação, cultura e esportes. Segundo ele, o diálogo deve ocorrer em condições de igualdade e com respeito à soberania.

Em outra entrevista, ao programa Meet the Press, da NBC News, Díaz-Canel reforçou que Cuba está aberta a negociações, desde que não haja pressão ou tentativas de intervenção por parte dos Estados Unidos.