ECONOMIA


Conselheiro defende preços de mercado como desafio central da Petrobras

Marcelo Gasparino afirma que política de combustíveis será teste para novo presidente do Conselho, Guilherme Mello

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Recém-eleito para o Conselho de Administração da Petrobras, Marcelo Gasparino afirmou que a estatal não deve abrir mão de praticar preços alinhados ao mercado internacional. Segundo ele, a condução dessa política será um dos principais desafios para o novo presidente do colegiado, Guilherme Mello.

A declaração reforça o debate interno na companhia sobre a estratégia de preços dos combustíveis. Gasparino integra o grupo que defende maior aderência às oscilações do mercado global, destacando que a empresa precisa equilibrar rentabilidade e sustentabilidade financeira, especialmente em cenários de alta volatilidade do petróleo.

A discussão ocorre em meio a divergências dentro do Conselho. De um lado, representantes de acionistas minoritários defendem reajustes mais imediatos, seguindo o padrão internacional. De outro, indicados pelo governo buscam evitar que variações externas impactem diretamente o consumidor brasileiro.

Nos últimos anos, a Petrobras tem adotado uma política menos rígida em relação à paridade internacional, tentando suavizar os efeitos das oscilações externas. Ainda assim, fatores como importação de diesel e variações no preço do petróleo continuam pressionando a estatal a revisar sua estratégia.

Para Gasparino, além do impacto no mercado, a política de preços também influencia diretamente as contas públicas, já que a Petrobras é uma das principais pagadoras de dividendos ao governo federal. O tema, portanto, deve seguir no centro das decisões estratégicas da companhia.