ECONOMIA


Meta planeja demitir cerca de 8 mil funcionários em nova rodada de cortes 

Gigante de tecnologia deve desligar ao menos 10% da força de trabalho global a partir de maio, em meio a investimentos bilionários em IA  

Foto: reprodução/Meta

A Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, prepara uma nova rodada de demissões com início previsto para maio. A informação foi divulgada neste sábado (18) pela agência Reuters. 

De acordo com a publicação, os cortes devem começar por volta do dia 20 e atingir ao menos 10% do quadro global de funcionários, o equivalente a cerca de 8 mil pessoas. Há ainda a previsão de novas demissões ao longo do segundo semestre, embora sem cronograma definido. Até agora, a companhia não comentou oficialmente o assunto. 

Se confirmada, esta será a maior redução de pessoal desde a reestruturação realizada entre 2022 e 2023, quando aproximadamente 21 mil trabalhadores foram desligados. 

No fim de março, a empresa já havia promovido cortes em diferentes áreas como forma de equilibrar os altos investimentos em inteligência artificial. Na ocasião, setores como a Reality Labs, responsável por projetos de realidade virtual e aumentada, além das áreas de redes sociais e recrutamento, foram diretamente afetados. 

A Reality Labs concentra iniciativas ligadas ao metaverso e ao desenvolvimento de dispositivos e tecnologias imersivas, incluindo produtos como os óculos Meta Quest, Ray-Ban Stories e o projeto de óculos inteligentes Aria. 

Segundo dados mais recentes, a Meta encerrou o ano passado com cerca de 79 mil funcionários. Desde o início deste ano, já havia a expectativa de redução de ao menos 10% da equipe ligada ao segmento de realidade virtual. 

Em comunicado divulgado anteriormente, a empresa afirmou que revisões estruturais fazem parte da rotina corporativa e são adotadas para manter a competitividade e o foco estratégico. A companhia também destacou que busca realocar profissionais sempre que possível. 

Os cortes refletem a estratégia da Meta de intensificar investimentos em inteligência artificial, em meio à disputa com concorrentes como OpenAI e Alphabet, controladora do Google. A empresa tem direcionado recursos significativos para o setor, incluindo um aporte de US$ 14,3 bilhões na startup Scale AI. 

Com a reestruturação, a Meta pretende compensar o aumento de despesas. A projeção da companhia aponta gastos totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões neste ano. 

No mercado financeiro, as ações da Meta fecharam a sexta-feira (17) em alta de 1,73% na Nasdaq, cotadas a US$ 688,55. No after market, os papéis registraram leve queda de 0,25%, sendo negociados a US$ 686,80.