POLÍTICA


Relator diz que PL dos Apps está ‘morto’: ‘Manda Boulos desenterrar’

Augusto Coutinho demonstrou irritação especial com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos

Foto: Câmara dos Deputados

 

Relator do projeto de regulamentação do trabalho de entregadores e motoristas de aplicativos, o deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) reagiu à articulação do governo para adiar a votação da proposta na Câmara. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

O relator demonstrou irritação especial com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), que foi o responsável por capitanear as articulações do governo em torno da proposta.

Para Coutinho, o projeto está “morto” depois que o governo pediu ao relator que retirasse o texto da pauta. Até então, a previsão era de que a proposta fosse votada na comissão especial que analisa o tema na terça-feira (14).

“Está morto, só falta enterrar. Se quiserem, mandem o Boulos desenterrar“, declarou o relator.

Governo e relator divergiram sobre texto

Coutinho disse à coluna que vem recebendo ataques “pagos” nas redes sociais desde que publicou a última versão do texto. A principal mudança realizada pelo relator foi sobre a remuneração dos trabalhadores.

O deputado do Republicanos retirou do projeto a previsão da taxa mínima que seria paga pelas empresas de aplicativos aos trabalhadores, defendida pelo governo. Em seu lugar, o relator sugeriu outro modelo:

Pela proposta de Coutinho, o entregador poderá receber R$ 8,50 por cada entrega, com distância de até 3 km de carro ou 4 km a pé, bicicleta ou moto;
Outra opção seria o entregador optar por receber por tempo trabalhado, com pagamento mínimo do valor-hora de dois salários mínimos, atualmente de R$ 14,74 por hora.