ECONOMIA


Estatais registram déficit recorde de R$ 4,1 bilhões no início de 2026

Rombo no primeiro bimestre já se aproxima do total acumulado em todo o ano passado

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 

As empresas estatais federais encerraram o primeiro bimestre de 2026 com déficit de R$ 4,1 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil. O resultado é o pior já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2002.

Na prática, o déficit indica que os gastos dessas empresas superaram as receitas, aumentando a necessidade de financiamento e pressionando as contas públicas. O valor já se aproxima de todo o rombo registrado em 2025, que ficou em pouco mais de R$ 5 bilhões.

O indicador considera estatais dependentes do Tesouro Nacional e exclui grandes companhias como a Petrobras e bancos públicos. Entre as empresas incluídas estão os Correios, a Infraero, o Serpro e a Dataprev.

Parte do resultado negativo é atribuída às dificuldades financeiras enfrentadas por algumas dessas empresas, com destaque para os Correios, que vêm registrando prejuízos recorrentes e maior necessidade de recursos.

No mesmo dia, o Banco Central informou que o setor público consolidado, que inclui União, estados, municípios e estatais, teve déficit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro. Apesar do resultado negativo, houve melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o rombo foi de R$ 19 bilhões.

O desempenho foi influenciado principalmente pelo resultado negativo do Governo Central, enquanto estados e municípios contribuíram para amenizar o cenário com superávit no período.