JUSTIÇA


Ministro do STJ acusado de assediar adolescente é internado com dor no peito

Magistrado apresentou atestado médico informando afastamento de 10 dias do tribunal

Foto: Assessoria/STJ

 

O ministro do STJ Marco Buzzi foi internado com dor no peito. Segundo a CNN Brasil, o magistrado apresentou atestado de afastamento do tribunal nesta quinta-feira (5), mesma semana em que foi acusado de assediar sexualmente uma jovem de 18 anos.

Segundo o boletim médico, Buzzi está internado no hospital DF Star com sintomas de palpitações e precordialgia. O atestado vale por dez dias. A equipe médica preferiu internar o ministro para investigar e controlar os sintomas.

Em nota à imprensa, Buzzi se disse surpreso com a denúncia. “Fui surpreendido com as insinuações publicadas por um site, que não condizem com a realidade. Repudio veementemente qualquer alegação de que tenha cometido ato impróprio”, afirmou.

Sobre a acusação de assédio

Marco Buzzi foi acusado de assediar sexualmente uma jovem de 18 anos. O magistrado é amigo dos pais da vítima e hospedou a família em sua casa, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, segundo informações da coluna Grande Angular, do portal Metrópoles.

O episódio aconteceu no mar, em 9 de janeiro. A jovem foi se banhar, em um momento em que Marco Buzzi já estava dentro da água. O ministro, que segundo a acusação estava visivelmente excitado, tentou agarrá-la três vezes.

A jovem conseguiu se desvencilhar, correu em direção à praia e contou aos pais sobre as tentativas de Buzzi de agarrá-la.

O casal de amigos de Buzzi deixou a praia imediatamente e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência sobre o episódio em uma delegacia de polícia. A denúncia seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem foro privilegiado por ser ministro.

Os denunciantes estiveram com o desembargador Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi, juiz auxiliar de Fachin. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu sindicância contra Buzzi. A jovem de 18 anos foi ouvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta quinta-feira (5). O portal Metrópoles tentou contato com os pais da vítima, mas não obteve retorno.