CARNAVAL


Prefeito projeta maior arrecadação com ‘passarela do apartheid’ na Barra

Equipamento é criticado pela oposição a Bruno Ris (União Brasil)

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), disse enxergar justificativas para a construção de uma passarela que liga o Morro do Ipiranga a um camarote de Carnaval. Uma delas é que a Prefeitura de Salvador poderá arrecadar mais.

“Se isso trouxer mais visitantes para nossa cidade, inclusive podendo cobrar um ticket médio maior para a prefeitura poder arrecadar mais e contratar mais atrações aqui para o Centro Histórico e para os palcos da cidade, faço isso com tranquilidade”, disse Bruno Reis em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (4), durante evento da prefeitura no Hotel da Bahia By Wish, no Campo Grande.

Bruno Reis disse ainda que, mesmo que quisesse, não poderia proibir a construção da passarela que liga o Morro do Ipiranga ao camarote, chamada pela oposição de ‘passarela do apartheid’.

“Se está permitido pela legislação, por mais que fosse o desejo do prefeito querer proibir, nós não temos como proibir. O direito público é claro: o que está autorizado pode ser implementado. Eu não posso proibir”, afirmou.

Para a líder de oposição na Câmara Municipal de Salvador, Aladilce Souza (PCdoB), a passarela traz impacto visual e ambiental, além de reforçar a exclusão social. Segundo ela, a passarela “naturaliza a ideia de uma cidade excludente e feita para poucos” pelo fato de os usuários do equipamento “não desejarem se misturar com o povo”.