ENTRETENIMENTO


Série inspirada em Bruna Surfistinha surpreende e está entre as mais assistidas da Netflix 

A sequência conquista nova geração de espectadores e vira fenômeno de audiência no streaming 

Foto: Reprodução/UOL

A série “Me Chame de Bruna” rapidamente se consolidou como um dos maiores destaques recentes da Netflix. Apenas dois dias após chegar ao catálogo, no sábado (20), a produção brasileira alcançou o segundo lugar no ranking das séries mais assistidas da plataforma, ficando atrás apenas de Emily em Paris e superando títulos consagrados como Stranger Things. 

Originalmente produzida pelo Fox Premium, a série passou a integrar o catálogo da Netflix com todas as suas temporadas reunidas, o que impulsionou sua popularidade e atraiu um novo público. A chegada ao streaming ampliou o alcance da produção e reacendeu o interesse por uma história que já havia conquistado atenção durante sua exibição original. 

Transmitida entre 2016 e 2020, a série é inspirada na trajetória de Raquel Pacheco, que ficou conhecida nacionalmente sob o pseudônimo Bruna Surfistinha após relatar sua vivência como garota de programa em um blog que se tornou um fenômeno na internet brasileira. 

Na trama, Maria Bopp interpreta Raquel, uma jovem de classe média que rompe com a família e decide viver de forma independente em São Paulo. A narrativa acompanha sua transformação gradual em Bruna Surfistinha, desde os primeiros contatos com o universo da prostituição até o momento em que se torna uma das acompanhantes mais requisitadas da cidade. 

Com episódios de aproximadamente 45 minutos, a produção se desenvolve ao longo de quatro temporadas, dedicando tempo à construção da protagonista e às escolhas que moldam sua trajetória pessoal e profissional. O roteiro explora a adaptação de Raquel a um ambiente competitivo, marcado por regras próprias, disputas internas e relações instáveis, sempre dialogando com os relatos que deram origem à obra. 

O elenco conta com nomes expressivos da televisão e do cinema nacional, como Maitê Proença, Jonathan Haagensen, Luciana Paes e Nash Laila, que surgem em diferentes momentos da história e ampliam o retrato do universo apresentado. 

A série adota uma abordagem direta e sem idealizações, retratando o cotidiano da protagonista a partir de seus conflitos emocionais, desafios pessoais e tensões constantes. Temas como autonomia financeira, exposição midiática, fama e limites pessoais atravessam a narrativa, sem recorrer a explicações simplistas. 

Outro aspecto relevante é a forma como a trama acompanha o impacto da visibilidade pública na vida da personagem. À medida que o blog de Bruna ganha repercussão, a história passa a explorar a transformação da intimidade em conteúdo consumido por milhares de pessoas, revelando as consequências dessa exposição. 

Por que a série se destaca no catálogo 

A entrada de “Me Chame de Bruna” na Netflix reforça o interesse do público por histórias baseadas em personagens reais e narrativas com começo, meio e fim bem definidos. Com uma estrutura já consolidada e um enredo fechado, a série se apresenta como uma produção ideal para maratonas, mantendo o foco no desenvolvimento dos personagens e nas transformações impostas pelo tempo ao longo das temporadas.