SAÚDE


Anvisa aprova 12 novas canetas para diabetes e obesidade em 2026; veja quais são e os preços

Agência sanitária brasileira registrou dez medicamentos de semaglutida e dois de liraglutida neste ano

Foto: Cristian Camilo/Divulgação

 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou 12 novas canetas injetáveis para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade no Brasil em 2026. São dez medicamentos à base de semaglutida e dois de liraglutida, substâncias usadas para controle da glicemia e redução de peso.

A ampliação das opções ocorreu após a queda da patente do Ozempic, medicamento à base de semaglutida da Novo Nordisk, em março. Desde então, a Anvisa passou a registrar novos genéricos e similares da substância, além de alternativas à base de liraglutida.

A variedade de marcas, porém, não significa que os medicamentos possam ser trocados livremente ou que a escolha deva considerar apenas o preço. A definição do tratamento depende de avaliação médica e deve levar em conta o diagnóstico, a necessidade de perda de peso, outras doenças associadas e os estudos disponíveis para cada produto.

Segundo a endocrinologista Bruna Marinho, coordenadora do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital Felício Rocho, em Ribeirão Preto, também é preciso considerar a possibilidade de manter o tratamento por períodos prolongados.

Esse fator pode ser determinante. Obesidade e diabetes são doenças crônicas e, segundo especialistas, o tratamento com medicamentos pode precisar ser mantido por meses ou anos. Por isso, um produto com maior potencial de perda de peso, como o Mounjaro, pode não ser a melhor alternativa se o paciente não tiver condições de arcar continuamente com o custo. O medicamento, à base de tirzepatida, é atualmente a única opção dessa substância aprovada pela Anvisa e é fabricado pela Eli Lilly.

Os possíveis efeitos colaterais também entram na escolha. Essas substâncias atuam no sistema gastrointestinal e podem provocar náusea, dor abdominal, refluxo, constipação e outras alterações do hábito intestinal.

A endocrinologista Alana Rocha, professora de endocrinologia da Afya Educação Médica Vitória, afirma que a tolerabilidade é um dos fatores considerados quando há necessidade de trocar o tratamento. Segundo ela, a decisão também depende das doenças associadas ao paciente.

“A gente precisa avaliar várias coisas, principalmente as comorbidades que o paciente possui. Se é um paciente obeso e diabético, se é um paciente obeso com problemas no fígado ou com problemas cardíacos. Nem sempre a transição é possível”, disse Rocha.