SALVADOR


Nova orla de Pituaçu atrai público com circuito gastronômico e funcionamento ampliado no verão

O espaço, que liga os bairros da Boca do Rio e Patamares, tem atraído moradores e turistas

Foto: Bruno Concha / Secom PMS

 

Em seu primeiro verão após a requalificação, a nova orla de Pituaçu começa a se consolidar como um dos principais pontos de lazer e convivência de Salvador, não apenas pela paisagem e pelas áreas destinadas à prática esportiva, mas também pelo circuito gastronômico instalado ao longo da faixa litorânea.

Atualmente, dez quiosques estão em funcionamento na orla, incluindo três baianas de acarajé e operações voltadas a diferentes perfis de público. Entre os estabelecimentos estão opções como Chopp Brahma, Mr. Coco Creperia, Sunna Fresh Food, Botequim Beach, Capelinha, Samba Social Clube e Ó Paí Ó, formando um roteiro que vai da culinária baiana tradicional a propostas contemporâneas e mais leves.

O movimento registrado desde a implantação do projeto tem sido considerado acima do esperado pelos operadores. Segundo o diretor da Orla Brasil, Eduardo Sampaio, a demanda crescente já estimula conversas para a abertura de novos quiosques. “Os operadores, tanto dos restaurantes quanto dos quiosques, estão muito satisfeitos, com um movimento excelente, e isso é só o começo. Hoje temos dez quiosques ativos e já estamos em conversa para abrir outros”, afirmou.

“Nosso objetivo é oferecer diversidade, para que soteropolitanos e turistas encontrem aqui opções de comida, cultura e lazer, com espaço para todos”, completou Eduardo Sampaio.

Entre os destaques do circuito está o Samba Social Clube, que combina gastronomia e samba de raiz em um formato inspirado na experiência da orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. O espaço funciona 24 horas desde a última quarta-feira (7) e aposta em pratos como moquecas, peixes, camarão, bolinhos e caldinhos. “A gente veio do Rio de Janeiro para trazer para Salvador a essência do Samba Social Clube, com a proposta de fazer um samba 24 horas, reunindo turistas e moradores em um ambiente de resenha, conversa, petisco e samba”, disse, explicou o sócio Júlio César Ventura Sérgio.

“A partir do verão, vamos fazer ajustes no cardápio, misturando o tempero carioca com o tempero baiano”, acrescentou o empresário.

Outra proposta que tem chamado atenção é o Botequim Beach, instalado na praia do Corsário, que aposta em pratos simples e tradicionais, como caranguejo, peixe frito, iscas e moquecas, além de programação musical aos fins de semana. “Pensamos o cardápio com a ideia de resgatar a barraca de praia de antigamente, trazendo uma culinária simples, de boteco, junto com a praia”, explicou o sócio Lucas Carvalho.

Além da oferta gastronômica, a nova orla tem impacto direto na economia local, com geração de empregos e fortalecimento de pequenos empreendedores. Para a vice-prefeita e secretária municipal de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, o espaço amplia as opções de lazer na cidade e contribui para a permanência de turistas por mais tempo em Salvador.

“A nova orla de Pituaçu é um espaço para quem mora em Salvador ter mais qualidade de vida e para quem nos visita viver uma experiência ainda mais completa. Aqui, a gente une paisagem, lazer, cultura e gastronomia, valorizando empreendedores locais e criando um ambiente seguro e acolhedor”, pontuou a vice-prefeita e secretária municipal de Cultura e Turismo (Secult), Ana Paula Matos.

“A orla passa a ser um lugar de encontro, de convivência e de orgulho para a cidade, onde soteropolitanos e turistas podem viver Salvador de forma mais próxima, mais humana e mais vibrante. Isso fortalece nossa economia, o turismo de sol e mar, e incentiva os visitantes a permanecerem na cidade para além dos períodos festivos”, completou a titular da Secult.

A empresária Elia Trindade, que mora em São Paulo e passa férias na capital baiana, destacou a praticidade do circuito. “O que mais me chamou atenção foi essa mistura. Tem comida baiana, frutos do mar, opções mais leves e também aquele boteco clássico. Dá para vir várias vezes e nunca repetir o cardápio. Em um só lugar você encontra várias culinárias, com vista para o mar, sem precisar ficar rodando a cidade atrás de restaurante”, relatou.

Com poucos dias na cidade, a arquiteta Sônia Macêdo, turista de Belém, também apontou a diversidade como um diferencial. “Vim com amigos e cada um pediu uma coisa diferente. Um queria peixe frito, outro preferiu algo mais leve, e todo mundo ficou satisfeito. Essa variedade faz muita diferença. Dá para vir com a família inteira, porque agrada quem gosta de comida típica, quem prefere petisco e até quem busca algo mais saudável”, afirmou.