SALVADOR


Após tentativas frustradas, governo abre novo leilão para venda do antigo Centro de Convenções

Terreno em Salvador terá lance inicial de R$ 141 milhões; certame será híbrido

Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

 

A gestão Jerônimo Rodrigues (PT) publicou nesta quarta-feira (4) um novo edital para o leilão do terreno do antigo Centro de Convenções de Salvador, fechado há 11 anos no bairro da Boca do Rio. Desde então, o governo estadual atribuía as tentativas frustradas de venda a entraves burocráticos.

Segundo Saeb (Secretaria da Administração), a sessão pública ocorrerá no dia 26 de março, às 10h, no Espaço Crescer, localizado na sede da Setre (Secretaria do Trabalho), no CAB (Centro Administrativo da Bahia), em Salvador.

O lance inicial será de R$ 141 milhões, segundo avaliação da Caixa Econômica Federal.

O certame será realizado na modalidade híbrida, permitindo que os interessados escolham entre participação presencial ou online.

Quem optar pela participação presencial deverá entregar as propostas físicas até as 9h do dia 26 de março, no CAB.

Para a participação online, os lances eletrônicos poderão ser realizados a partir das 9h do dia 6 de março até as 9h do dia 26 de março, por meio do site da empresa responsável pelo leilão.

De acordo com o edital, será possível visitar o imóvel entre os dias 6 e 19 de março, sempre das 9h às 18h.

Quanto ao pagamento, os interessados poderão escolher entre duas modalidades. No pagamento à vista, será necessário desembolsar 5% do valor no ato da arrematação e quitar os 95% restantes em até 24 horas após o encerramento do leilão.

Já na opção de pagamento parcelado, o comprador deverá pagar 5% de entrada no dia do leilão e os 95% restantes em até 10 parcelas mensais, sendo que a primeira vence 30 dias após a realização do leilão. Além disso, o vencedor terá de pagar ao leiloeiro oficial uma comissão de 1,5% sobre o valor arrematado.

O antigo Centro de Convenções foi interditado em maio de 2015, no governo Rui Costa (PT), após a Defesa Civil (Codesal) apontar graves problemas estruturais e falta de manutenção.

Em 23 de setembro de 2016, parte da estrutura da fachada e do teto desabou, o que tornou o espaço inutilizável.

Em 2021, a Alba (Assembleia Legislativa da Bahia) chegou a autorizar a venda do imóvel, avaliado à época em R$ 300 milhões. Uma dívida trabalhista com ex-funcionários da Bahiatursa, no entanto, impediu a operação.

Em janeiro de 2025, o secretário estadual da Casa Civil, Afonso Florence, afirmou que a venda do espaço seria selada ainda naquele primeiro semestre —numa lista que incluía as alienações do Colégio Estadual Odorico Tavares, no Canela, e da sede do Detran, na avenida ACM.