SALVADOR


Quase 10 anos após prometer cemitério para pets, Marcelle propõe enterro de animais em jazigos

Nova proposta de vereadora passou a tramitar na Câmara de Salvador dias após o governador Tarcísio de Freitas sancionar texto semelhante

Foto: Assessoria/Marcelle Moraes

 

A vereadora Marcelle Moraes (União Brasil) apresentou um projeto de lei que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos de seus tutores nos cemitérios administrados pela Prefeitura de Salvador. A proposta passou a ser analisada na Câmara Municipal dias após o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionar um texto que autoriza o sepultamento de pets ao lado de seus donos em todo o estado de São Paulo.

No Legislativo soteropolitano, a proposta de Marcelle está na fase de tramitação nas comissões temáticas. Em 2017, a Casa chegou a aprovar um projeto de sua autoria para criar o que seria o primeiro cemitério público para animais na capital. O texto, contudo, nunca foi sancionado pelo então prefeito ACM Neto (União Brasil).

Em sua nova proposição, Marcelle sugere que o sepultamento de cães e gatos possa ocorrer em campas e jazigos cujas concessões pertençam às famílias dos tutores, mediante regulamentação do serviço funerário municipal. As despesas ficarão sob responsabilidade da família concessionária, segundo a matéria.

O texto também estabelece que cemitérios particulares poderão definir regras próprias, respeitando a legislação vigente.

De acordo com a vereadora, a iniciativa acompanha uma transformação social já consolidada. “Os animais de estimação são membros das famílias. O vínculo afetivo é real, profundo e merece respeito inclusive no momento da despedida. Essa proposta reconhece uma mudança cultural da nossa sociedade e garante às famílias o direito de homenagear seus pets com dignidade”, afirmou.

Na justificativa do projeto, a vereadora diz que o afeto pelos animais de estimação se tornou cada vez mais evidente na sociedade contemporânea, sendo comum que tutores busquem formas de honrar seus companheiros mesmo após a morte.

“A nossa proposta é oferecer uma alternativa mais acessível e respeitosa às famílias que desejam manter seus animais próximos, inclusive após o falecimento. É um avanço nas práticas funerárias e um gesto de sensibilidade do poder público.”