SALVADOR


Após obras viárias, trânsito na região do Iguatemi tem queda de 20% nos engarrafamentos

Intervenções na Av. ACM e entorno reduzem tempo de viagem e devem ter impacto maior com entrega do viaduto Zé Linhares

Foto: Betto Jr. / Secom PMS

 

Mesmo antes da conclusão total das obras estruturantes na região do Iguatemi, em Salvador, o trânsito já apresenta melhora significativa. Entre 2023 e 2025, a Avenida ACM registrou redução de 20% nos engarrafamentos, especialmente nos trechos próximos ao Shopping da Bahia e às vias marginais. Os dados são da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) e refletem os primeiros efeitos das intervenções viárias realizadas no local.

Entre as principais obras entregues nos últimos anos estão o Pontilhão Marcus Freire, que conecta as avenidas Tancredo Neves e Paralela; a ponte sobre o Rio Camarajipe; o mergulhão da Tancredo Neves para a Magalhães Neto; o Viaduto Duda Mendonça; além da implantação do sistema BRT. Segundo a Transalvador, essas intervenções contribuíram para uma redução média de até 16% no tempo de deslocamento dos motoristas.

De acordo com o superintendente da Transalvador, Diego Brito, os resultados são fruto de planejamento baseado em dados técnicos e monitoramento constante. “Os dados confirmam que as intervenções planejadas e executadas pela Prefeitura estão gerando impactos positivos reais no funcionamento do trânsito, mesmo antes da entrega final das grandes obras”, afirma.

A etapa final do conjunto de intervenções será a entrega do viaduto direcional Zé Linhares, prevista para o dia 26 de janeiro. A estrutura permitirá o deslocamento direto da frente do Shopping da Bahia até a área do Detran, na Av. ACM, sem a necessidade de passar pelo Viaduto dos Rodoviários. A expectativa é de que, após a inauguração, os ganhos sejam ainda mais perceptíveis nos horários de pico.

Após a liberação do viaduto, a Transalvador fará um monitoramento intensivo do tráfego para ajustes operacionais. A avaliação incluirá indicadores como fluidez, tempo médio de viagem, segurança viária e impactos no entorno. “A entrega da obra não encerra o processo. O acompanhamento pós-implantação é fundamental para potencializar os resultados e garantir que o sistema funcione da melhor forma possível”, conclui o superintendente.