POLÍTICA


Votação do Plano de Segurança de Salvador deve ser adiada após pedido da oposição

Solicitação liderada por Aladilce Souza (PCdoB) pede mais tempo para análise do projeto enviado por Bruno Reis (União Brasil)

Foto: Betto Jr. /Secom/Prefeitura de Salvador

 

A votação do projeto do Plano Municipal de Segurança deve ser adiada na Câmara de Salvador após vereadores da oposição solicitarem na última quarta-feira (22) mais tempo para analisar o projeto.

O presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), pretendia levar o texto para votação no dia 29 de abril, mas a tendência é que fique para o próximo mês.

O pedido foi liderado pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB) durante reunião conjunta das comissões. Segundo ela, para que o projeto avance, é preciso “ouvir os coletivos e entidades que tratam do enfrentamento às questões de segurança e violência na cidade”.

“O prazo que estamos pedindo não é para procrastinar, e sim para melhorar o projeto”, afirmou a vereadora.

Aladilce ainda afirmou que o texto “apresenta falhas”, afirmando que não faz referência ao Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). Ela ainda diz que o projeto deixa de incluir diretrizes importantes.

Plano Municipal de Segurança

O Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social foi apresentado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) no dia 7 de novembro de 2025. O projeto reúne 46 metas e 241 ações para serem implementadas nos próximos dez anos. O orçamento previsto para a área é de R$ 5,6 bilhões até 2028, montante que chegará a R$ 14,3 bilhões até 2035, conforme a gestão municipal.

Entre as medidas previstas no plano estão a instalação de 10 mil câmeras de videomonitoramento, a construção do Centro de Controle e Operações (CCO) no bairro do Lobato, e um novo concurso público para reforçar a Guarda Civil Municipal (GCM). O plano, desenvolvido pela GPública Consultoria, será encaminhado à Câmara de Vereadores e estabelece ações integradas com o governo estadual e a União.