POLÍTICA


Viana defende prorrogação da CPMI do INSS e critica decisões do STF

Presidente da comissão afirma ter “confiança” na continuidade dos trabalhos e cobra respeito à autonomia do Parlamento

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (19) estar confiante na prorrogação dos trabalhos da comissão, apesar de entraves políticos e judiciais. “A CPMI tem, constitucionalmente, a liberdade e a obrigação de investigar e de pedir documentos e de guardar documentos em sigilo”, declarou, durante coletiva no Congresso Nacional.

Segundo o parlamentar, a continuidade das investigações depende do cumprimento do regimento interno e da Constituição. “Eu tenho muita confiança de que nós vamos conseguir a prorrogação. O regulamento, o nosso regimento interno, a própria Constituição, não estão sendo respeitados”, disse. Viana também criticou o que classificou como interferências externas, citando decisões do Supremo Tribunal Federal.

Caso a prorrogação não seja aprovada, o senador afirmou que o relatório final será lido na próxima semana, com votação prevista na sequência. “Se não prorrogar, nós vamos encerrar a CPMI. Prorrogando, marcarei a data da vinda dos dois presidentes do Banco Central”, afirmou.

Durante a coletiva, Viana também comentou questionamentos feitos pelo ministro Flávio Dino sobre repasse de recursos a entidades ligadas à Igreja Batista da Lagoinha. O senador negou irregularidades e afirmou que os valores foram destinados a prefeituras. “A igreja não recebeu um tostão diretamente”.

O parlamentar também afirmou que a comissão aguarda o compartilhamento de dados bancários, fiscais e telemáticos de investigados para avançar nas apurações. “Não há blindagem de ninguém. Quem aparecer terá que dar explicações”, declarou, ao defender a convocação de envolvidos para depoimentos presenciais.