POLÍTICA


Vereadora critica abandono do Parque de Pituaçu e cobra ações do governo da Bahia: ‘Fecha os olhos’

Em visita recente ao local, Marcelle Moraes afirmou ter identificado construção irregular de moradias

Foto: Divulgação/Assessoria Marcelle Moraes

 

A vereadora Marcelle Moraes (União Brasil) fez críticas ao governo da Bahia nesta segunda-feira (12) durante discurso na Câmara Municipal de Salvador, ao denunciar o abandono e a falta de manutenção do Parque de Pituaçu.

Segundo a parlamentar, em visita recente ao local, identificou a construção irregular de moradias dentro da área de preservação ambiental. “Nem vou debater de novo sobre a insegurança do Parque, mas a construção e habitação de pessoas dentro de um parque ambiental é um absurdo. E o Governo do Estado ‘fecha os olhos’ e finge que nada está acontecendo. Isso vai ocasionar na destruição da biodiversidade e impactar na vida dos soteropolitanos, desde o clima e mitigação, à migração dos animais para ambientes urbanos, uma vez que, vão ficar desabrigados do seu próprio habitat”. , alertou.

Marcelle também cobrou posicionamento quanto à preservação da Lagoa do Abaeté, destacando o acúmulo de felinos na área como um potencial risco à saúde pública. “Enquanto estive secretária pude notar um depósito crescente de felinos naquele espaço, o que vai gerar uma crise de saúde pública para os moradores da região”.

“Só posso concluir que a estratégia do Governo é abandonar de forma voluntária, para que as pessoas esqueçam da funcionalidade daquele espaço e, em seguida, possam leiloar para empreiteiras como já aconteceu antes. Vamos nos atentar para as nossas áreas verdes. É preciso pensar no futuro para as nossas crianças e uma cidade habitável”.

A vereadora ainda chamou atenção para a falta de manutenção nas dunas do bairro do Costa Azul. Dunas do Costa Azul.

“Já morei nesta região e sei como todos são prejudicados pelo espalhamento de areia em vias, inclusive, há um ponto de ônibus ‘inundado’, em que a mobilidade de quem precisa fica afetada. Não vamos esquecer ainda da Copa do Mundo de 2014, quando empreendimentos foram construídos acabando com boa parte das nossas dunas”.