POLÍTICA


Vereador rebate críticas da oposição sobre lei libera uso da Bíblia nas escolas: ‘reclama porque perdeu no voto’

Parlamentar defende uso da Bíblia como material paradidático e nega violação ao Estado laico

Foto: Osvaldo Lyra

 

O vereador Cláudio Tinoco (União Brasil) saiu em defesa, nesta sexta-feira (14), da decisão que autorizou o uso da Bíblia como material paradidático nas escolas de Salvador. A posição foi uma resposta direta às críticas das vereadoras de oposição Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT), que acusam, nesta quinta-feira (13), o prefeito Bruno Reis de ferir o princípio da laicidade do Estado ao sancionar a lei.

Ao MundoBA, Tinoco rebateu as críticas e afirmou que a oposição está distorcendo o objetivo da lei. Segundo ele, o uso da Bíblia será apenas paradidático e não interfere no ensino formal das disciplinas. “Votei favorável ao projeto. Trata-se de um livro paradidático, não é didático, não está na grade curricular. É uma excelente referência histórica e cultural”, disse.

Ele reforçou que a sanção não configura doutrinação. “Quem doutrina é a igreja, não a escola. Os livros paradidáticos trazem referências para reflexão, não para impor fé”, afirmou.

Tinoco também afirmou que a controvérsia se deve mais ao comportamento político da bancada adversária do que ao conteúdo da proposta. “A oposição reclama porque perdeu no voto, mas não dá para deslegitimar a decisão do parlamento”, declarou.

O vereador disse ainda que a rede municipal já trabalha com referências diversas no material “Nossa Rede”, produzido pelos próprios professores, e que Salvador é uma cidade marcada por múltiplas tradições religiosas. “É mais uma referência entre tantas outras. Daqui a pouco vão propor o Alcorão também. Existem diversos livros paradidáticos sobre religiões”, afirmou.

A lei

A decisão permite que a Bíblia seja usada como apoio em disciplinas como História, Literatura, Filosofia, Artes, Geografia e Ensino Religioso, sempre com enfoque cultural, histórico e arqueológico. O texto garante que nenhum aluno será obrigado a participar das atividades e que a iniciativa não tem caráter religioso.