POLÍTICA


Téo Senna critica mudança de nome de escola que homenageava filho de ACM

Vereador diz que decisão de Jerônimo (PT) é perseguição política e tentativa de apagamento da memória do ex-deputado Luís Eduardo Magalhães

Foto: Assessoria/CMS

 

O vereador Téo Senna (PSDB) criticou a decisão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de retirar o nome do ex-deputado Luís Eduardo Magalhães (1955-1998) de um colégio modelo localizado na avenida San Martin, em Salvador. Morto aos 43 anos, vítima de um infarto fulminante, Luís Eduardo era filho do ex-governador ACM (1927-2007).

Para Senna, a mudança caracteriza uma perseguição política, tentativa de apagamento da memória e desrespeito à história da Bahia.

“A retirada do nome de Luís Eduardo Magalhães não é um fato isolado. Trata-se de uma prática recorrente dos governos do PT, que insistem em reescrever a história e apagar nomes que não fazem parte do seu campo ideológico. Isso é pequeno, mesquinho e não contribui em nada para melhorar a vida das pessoas. Como se isso fosse o grande problema da Educação na Bahia”, afirmou Senna.

Segundo o vereador, a mudança também desrespeita a comunidade escolar, que construiu sua identidade ao longo dos anos vinculada ao nome da escola. “É um desrespeito com alunos, professores, servidores e moradores da região, que sempre reconheceram e utilizaram esse nome. O governo toma decisões sem diálogo e sem qualquer sensibilidade com a história local”, declarou.

Téo Senna afirma que Luís Eduardo Magalhães foi uma das figuras mais relevantes da política nacional dentre os cargos mais relevante, presidiu a Câmara dos Deputados.

“Independentemente de posições políticas, Luís Eduardo faz parte da história da Bahia e do Brasil. Apagar seu nome é um gesto de intolerância e revanchismo”, disse.

O vereador ainda destacou que o governo estadual parece mais preocupado com disputas ideológicas do que com a qualidade do ensino. “Enquanto o PT se ocupa em trocar placas e nomes de escolas, a educação da Bahia segue entre as piores do Brasil. Os indicadores nacionais, como o IDEB, mostram claramente o fracasso da política educacional do estado”, afirmou.

Para Senna, o foco deveria ser outro. “O governo deveria estar concentrado em melhorar o ensino oferecido aos estudantes, valorizar professores, investir em infraestrutura e elevar os índices de aprendizagem. Em vez disso, prefere incentivar brigas ideológicas e perseguições políticas que não levam a lugar nenhum”, disse.