POLÍTICA


Superfederação PP-União Brasil sofre debandada antes mesmo de oficialização

Rachas em estados como São Paulo, Paraíba, Goiás e Paraná desafiam arranjo, que ainda depende de aval do TSE

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/União Brasil

 

A federação entre União Brasil e PP já enfrenta baixas e disputas regionais que colocam em risco sua viabilidade antes mesmo da formalização no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Batizado de União Progressista, o arranjo foi idealizado pelos presidentes Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União) para unir forças liberal-conservadoras, ampliar o espaço da direita no Congresso e construir um palanque robusto para 2026.

Aliança, no entanto, virou um mosaico de conflitos locais, desfiliações e desconfiança entre dirigentes, conforme reportagem pulicada nesta segunda-feira (10) pelo jornal O Globo.

Governadores e líderes regionais, como Ronaldo Caiado (União-GO), têm feito críticas públicas ao projeto. Segundo ele, a tentativa de fusão ampliou rivalidades e provocou debandadas. “Essa tentativa de federação está levando à perda de deputados e a conflitos internos na maioria dos estados. O mais prudente seria rever o processo e continuar aliados, respeitando as características de cada estado”, disse o governador.

Apesar das resistências, as cúpulas nacionais afirmam que a federação deve sair do papel e que o processo será benéfico para ambos os partidos. O pedido de formalização ainda está em estágio inicial no TSE e precisa ser aprovado até abril de 2026 para valer nas próximas eleições.

Entre os casos mais emblemáticos de divergência está o Paraná, onde dois nomes de peso da bancada ruralista deixaram o bloco: Pedro Lupion (ex-PP), que se filiou ao Republicanos com aval de Tarcísio de Freitas, e Felipe Francischini, que deve migrar do União para o Podemos, sigla que ele próprio passa a comandar no estado.