POLÍTICA


Solla diz que aprovações como a da PEC da Segurança Pública são ‘coisa rara’ na Câmara

Para deputado federal, aprovar textos do governo envolvem desafio de convencer parlamentares que não apoiam Lula

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) se disse satisfeito com a aprovação da PEC da Segurança Pública na Câmara, que aconteceu na noite desta quarta-feira (4). “Não foi unanimidade, mas foi a maioria absoluta. É coisa rara na Câmara dos Deputados uma aprovação como a desse projeto”, disse o parlamentar petista na manhã desta quinta-feira (5), durante cerimônia na sede do Arquivo Público do Estado da Bahia, em Salvador.

A Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública (PEC 18/25), que pretende melhorar a integração dos órgãos de segurança e garantir mais recursos para o setor, foi encaminhada pelo governo e agora será votada pelo Senado.

Solla disse que a aprovação da PEC é importante por colocar na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública, como forma de articular melhor os entes federados com uma coordenação federal. “Os crimes que nós precisamos combater não são locais, pois transpassam as fronteiras dos estados”, disse.

O deputado petista disse também ser importante a parte do texto que garante que 30% do que já é arrecadado em impostos sobre apostas esportivas será destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública. “Não tem política pública sem dinheiro. Precisa de recurso para pagar os policiais, para pagar os instrumentos necessários, veículos e deslocamento. Todas as ações precisam ser financiadas”, afirmou.

Para Solla, vitórias na Câmara são significativas também porque parte dos seus colegas não apoiaram Lula na eleição.

“Você sabe quantos parlamentares fizeram campanha para Lula na eleição passada? Dos 513, apenas 140. Então, em cada votação importante, nós temos que conquistar 150 votos, 200 votos do lado de lá. Os nossos 140 votos são seguros, são firmes, estão sempre do lado do povo brasileiro”, disse.