POLÍTICA


Senadores gastaram R$ 2,5 milhões com passagens de executiva para o exterior em 2025

Levantamento aponta concentração de gastos entre poucos parlamentares e ausência de regra clara sobre a classe das passagens em missões oficiais

Foto: Agência Senado

 

O Senado desembolsou R$ 2,5 milhões em 2025 para custear passagens aéreas em classe executiva destinadas a senadores em missões oficiais no exterior. A informação é do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, com base em dados da própria Casa.

Irajá (PSD-TO), Ciro Nogueira (PP-PI) e Dra. Eudócia (sem partido-AL) estão entre os parlamentares que mais concentraram gastos com esse tipo de bilhete. Juntos, eles somam R$ 197 mil em passagens na categoria, de acordo com o levantamento.

Em um dos casos, em outubro de 2025, foram pagos R$ 68 mil para que Irajá viajasse a Moscou, na Rússia, onde cumpriu agenda com parlamentares locais e visitou instituições voltadas à ciência e à pesquisa médica.

Ciro Nogueira, por sua vez, gastou R$ 67,4 mil em viagem a Nova York, nos Estados Unidos, para participar do fórum “Veja Brazil Insights”, realizado em maio. Já Dra. Eudócia desembolsou R$ 61,5 mil em passagens para visitas técnicas a centros de pesquisa médica, farmacêutica e hospitais em Pequim, Xiamen e Xangai, na China, em abril.

A coluna informa que outros quatro senadores também registraram despesas superiores a R$ 50 mil com passagens em classe executiva para compromissos internacionais. São eles: Mara Gabrilli (PSD-SP), com R$ 52,6 mil; Jorge Seif (PL-SC), com R$ 51,9 mil; Fabiano Contarato (PT-ES), com R$ 51,4 mil; e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), com R$ 51,2 mil.

Pelas normas internas, o Senado arca com os custos de transporte aéreo dos parlamentares em viagens oficiais, tanto no Brasil quanto no exterior. A emissão das passagens e a cotação dos preços ficam sob responsabilidade dos próprios senadores.

As regras não especificam a classe dos bilhetes que podem ser adquiridos. Há, no entanto, a orientação de que sejam escolhidas opções “mais vantajosas” para a Casa, levando em conta a conveniência parlamentar, os limites orçamentários e o planejamento de contratações.