POLÍTICA


Senado terá bancada recorde com 15 mulheres; 12 estados ficam sem senadoras

Aumento no total e parlamentares contrasta com ausência de representação feminina

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A partir de 1 de fevereiro de 2027, o Senado Federal contará com 15 parlamentares mulheres, número que representa a maior bancada feminina da história da Casa. Apesar da ampliação geral, 12 estados brasileiros não terão representantes femininas no período.

Atualmente, 16 unidades federativas não possuem senadoras. Na próxima legislatura, dez estados manterão bancadas exclusivamente masculinas: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Os estados da Paraíba e de São Paulo completam a lista dos 12 entes sem parlamentares mulheres após a perda de suas únicas representantes. Em contrapartida, Acre, Ceará, Goiás e Minas Gerais passarão a ter presença feminina na Casa.

O Distrito Federal figura como o primeiro ente a possuir bancada integralmente feminina. A bancada do DF reúne Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022, além de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), eleitas neste ano.

Maranhão e Pernambuco contarão com duas senadoras cada na próxima legislatura. Nas demais unidades federativas, houve manutenção de ao menos uma representante ou a substituição de parlamentares não reeleitas por outras candidatas.

A composição final do Senado ainda depende do resultado do segundo turno das eleições estaduais. No Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD) concorre ao governo do estado.

Em caso de vitória de Omar Aziz, a 1ª suplente Cheila Moreira (PT) assume o cargo. A mudança amplia a bancada feminina e o total de estados com representação do gênero.

No Tocantins, a senadora Professora Dorinha (União Brasil) disputa o governo estadual no segundo turno. A eventual vitória da parlamentar não altera o quadro, pois a 1ª suplente é a Professora Lu (União).

No Paraná, o Tribunal Superior Eleitoral julga nesta quinta-feira (8) a inelegibilidade do senador eleito Deltan Dallagnol (Novo). Se o tribunal negar o registro, os votos recebidos pelo candidato ficam anulados.

A definição sobre o preenchimento da vaga aberta cabe à Justiça Eleitoral. Eventual realização de eleição suplementar com candidata eleita pode alterar o número de mulheres no Senado.