POLÍTICA


Roma avalia que pesquisa Quaest revela consolidação da alta rejeição do governo Lula

O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (14) e, segundo João Roma, também aponta crescimento de Flávio Bolsonaro

Foto: Max Haack/Assessoria

 

O presidente do PL na Bahia, João Roma, avaliou que os resultados da primeira pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14), revelam uma consolidação da alta rejeição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apontam para um cenário desfavorável ao PT nas eleições deste ano.

Roma também comentou sobre o crescimento do pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, que registrou 23% das intenções de voto, se o primeiro turno fosse hoje. Em um possível segundo turno, ele as intenções sobem para 38%.

Segundo o levantamento, 49% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Lula, enquanto 47% aprovam a atual gestão. Para Roma, os números mostram que se consolidou na população o sentimento de que não deseja a continuidade do projeto petista no comando do país.

“A pesquisa deixa evidente que o governo Lula está em queda e enfrenta uma rejeição crescente. A população percebeu que as promessas não se converteram em resultados concretos e começa a demonstrar, de forma clara, o desejo de mudança”, afirmou João Roma.

Ao comentar os cenários eleitorais testados, Roma destacou o crescimento de nomes ligados ao campo bolsonarista, em especial o de Flávio Bolsonaro, que foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar o pleito.

“Mesmo com toda a perseguição, Bolsonaro continua sendo o principal contraponto a Lula. O crescimento de candidatos do seu campo político mostra que o bolsonarismo segue forte, vivo e com capacidade real de disputar o poder. Mais do que isso, a pesquisa mostra ainda que toda a perseguição do PT a adversários políticos tem surtido o efeito contrário”, avaliou.

Para o dirigente do PL, a pesquisa demonstra que a tentativa de criminalizar Bolsonaro não conseguiu eliminar sua influência política, que segue sendo transferida para lideranças alinhadas ao seu projeto.

João Roma afirmou que os dados da Quaest indicam um esgotamento do ciclo do PT e uma rejeição que tende a crescer à medida que os problemas do país se acumulam. “O aumento do custo de vida, a violência endêmica, a falta de controle dos gastos e a ausência de um projeto claro para o país estão cobrando seu preço. A rejeição a Lula cresce porque o governo não entrega aquilo que prometeu. Prometeram picanha e cerveja e entregaram mais impostos e conivência com o crime”, disse.

Segundo Roma, o cenário que se desenha para 2026 é de derrota do PT. “O que a gente percebe é um cansaço da população com o modelo do PT, até mesmo aqui na Bahia, onde o partido sempre teve votações elevadas. As pessoas estão insatisfeitas, estão sem esperança, porque estão vendo um governo que só quer arrecadar e não entrega aquilo que a população espera”, concluiu.