POLÍTICA


Raissa Soares critica PT após perda de patente de pesquisa brasileira: ‘Falta de prioridade’

Ex-secretária de Saúde de Porto Seguro e pré-candidata a deputada federal pelo PL critíca falta de apoio governamental à inovação

Foto: Marcos Corrêa/PR

 

Ex-secretária de Saúde de Porto Seguro e pré-candidata à deputada federal pelo PL, a Doutora Raissa Soares criticou a falta de incentivo financeiro à pesquisa científica no país após a pesquisadora Tatiana Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirmar que perdeu a patente internacional da polilaminina por falta de recursos para manutenção das taxas.

A substância, descoberta pela cientista, tem potencial para reconstruir conexões nervosas e possibilitar recuperação de movimentos em pacientes com lesões na medula espinhal, como casos de paraplegia e tetraplegia. Segundo Tatiana, houve cortes de financiamento principalmente em 2015 e 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), o que impediu o pagamento das patentes internacionais, enquanto a patente nacional só foi concedida em 2025, após 18 anos de tramitação, restando apenas dois anos de exclusividade comercial, já que o prazo total é de 20 anos.

Nas redes sociais, Raissa Soares atribuiu a perda da patente à falta de prioridade do poder público, direcionando críticas ao governo do PT. “A doutora Tatiana Sampaio é a pesquisadora brasileira por trás de uma descoberta com potencial de fazer paraplégicos voltarem a andar. Uma inovação que reacende esperança onde antes só existia limitação. E o que o Brasil fez? Deixou a patente internacional vencer por ‘falta de verba’. Não foi falta de dinheiro. Foi falta de prioridade”, disse.

“Quando é para bancar o que dá palco e narrativa, o recurso aparece. Quando é para proteger uma inovação capaz de colocar o país na linha de frente da medicina mundial, simplesmente deixam perder. Bilhões vieram à tona com a Operação Lava Jato. Mas para manter ativa uma patente estratégica brasileira, não teve. Isso não é descuido. É decisão”, acrescentou Raissa.

“E decisões assim custam caro: custam avanço, custam protagonismo, custam vidas transformadas. O Brasil tem cientistas brilhantes. O que falta é governo que trate ciência como prioridade de Estado, não como discurso. Chega de enterrar o futuro da nossa nação”, completou.