POLÍTICA


PT vai acionar PF contra parlamentares bolsonaristas por falas sobre intervenção dos EUA

Líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias afirma que parlamentares incentivam ação militar dos EUA no Brasil e fala em “tentativa de golpe continuado”

Foto: Marcelo Camargo, Lula Marques/Agência Brasil e Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

 

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), vai apresentar nesta terça-feira (6) uma representação à Polícia Federal (PF) contra os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alegando que eles incentivarem uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. As informações são do Estadão.

“Eles continuam com a tentativa de golpe, é um golpe continuado. Agora eles abertamente estimulam uma intervenção armada estrangeira dos Estados Unidos contra o Brasil”, declarou o parlamentar em um vídeo divulgado nas redes sociais.

O post bolsonarista que mais repercutiu foi o de Nikolas, onde mostra uma montagem em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece sendo segurado por dois militares norte-americanos. A imagem faz alusão a prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

Nikolas quer ser engraçadinho quando faz uma montagem daquela. Nikolas, quem está preso é o Bolsonaro e quem vai ser preso é você. Você deveria ter respeito, fedelho, com a democracia brasileira”, afirmou o petista.

O parlamentar ainda afirmou que a representação também foi motivada pelos posicionamentos dos bolsonaristas em temas como o tarifaço e a ação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela.

“Não é opinião. São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira no Brasil, questionar eleições, incitar guerra e depor um governo legitimamente eleito”, defendeu Lindbergh.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) já havia protocolado uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira, por suposta apologia ao crime de golpe de Estado.