POLÍTICA


Presidência de Erika Hilton na Comissão da Mulher começa com embates e acusações

Reunião inaugural tem críticas da oposição e troca de declarações no colegiado

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

 

A estreia de Erika Hilton (PSOL) na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara nesta quarta-feira (18) foi marcada por tensão e confronto com parlamentares da oposição. A reunião começou após a deputada informar que alguns requerimentos não foram incluídos na pauta por “critérios técnicos”, o que gerou reação imediata.

Entre os pedidos excluídos estava uma moção de repúdio contra falas da própria presidente, apoiada por deputadas contrárias à sua eleição. Outro requerimento previa apoio ao apresentador Ratinho, após ele afirmar que, “para ser mulher tem que ter útero e menstruar”. Em resposta, Hilton acionou o Ministério Público para investigar possível transfobia e violência política de gênero.

Diante das críticas, a presidente afirmou que a decisão não envolveu análise de conteúdo. “Não houve análise de mérito”, disse. A deputada Chris Tonietto (PL) contestou, afirmando que a medida “cerceia o exercício das prerrogativas dos membros dessa comissão”. Já Fernanda Melchionna (PSOL) criticou a postura da oposição: “algumas deputadas que eu nunca vi nas reuniões agora aparecem com urgência de pautar temas relativos à vida das mulheres”.

O clima de confronto seguiu ao longo da sessão. Melchionna ainda fez um apelo: “Por favor, deixa a comissão trabalhar”. Apesar da sugestão de suspensão feita por parlamentares, Hilton manteve a condução dos trabalhos, e a reunião foi interrompida temporariamente para tentativa de construção de consenso.