POLÍTICA


PF indicia Rei do Lixo e outros empresários por esquema de corrupção na Bahia

Segundo investigação, organização criminosa teria movimentado R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas

 

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

A Polícia Federal indiciou o empresário José Marcos Moura, conhecido como Rei do Lixo, e outros 24 investigados por suspeitas de corrupção, fraude em licitações e desvio de dinheiro público na Bahia. Entre os indiciados estão também os empresários Fábio e Alex Parente. As informações são da colunista Natalia Portinari, do portal UOL.

Procuradas, as defesas dos indiciados não responderam ao contato do UOL. A reportagem será atualizada no caso de eventual manifestação.

Ao menos quatro deputados federais são investigados após a Overclean ser enviada para o STF: Elmar Nascimento (União-BA), Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), Vicentinho Júnior (PP-TO) e Dal Barreto (União-BA). Eles negam ter cometido irregularidades.

A operação foi deflagrada no fim de 2024 para investigar um suposto esquema envolvendo contratos de pavimentação e limpeza urbana com prefeituras e recursos de órgãos federais, como o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) e a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba)..

Segundo a investigação, empresas envolvidas no esquema teriam pago propina a agentes públicos para obter contratos, com posterior desvio de recursos. A PF estima que a organização criminosa tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos considerados fraudulentos e obras com suspeita de superfaturamento.

Também foram indiciados Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Dnocs na Bahia, além de outros agentes públicos e empresários.

A operação teve nove fases, mas está paralisada desde o início do ano, após uma ação de busca e apreensão envolvendo o deputado federal Félix Mendonça. O caso tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) —o ministro Nunes Marques solicitou à Polícia Federal o envio da documentação relacionada à investigação.

A suspeita é que as empresas atuassem pagando propina a autoridades para conseguirem contratos com prefeituras nas áreas de pavimentação e limpeza urbana, dos quais depois houve suposto desvio de dinheiro.

Além de Marcos Moura, foram indiciados Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Dnocs na Bahia, e outros 22 investigados, entre agentes públicos e empresários.

A PF estima que a organização criminosa tenha movimentado R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos e obras superfaturadas.

Os crimes investigados são fraude à licitação, peculato, organização criminosa, embaraço à investigação, corrupção e lavagem de dinheiro.