POLÍTICA


‘Não podemos viver de fantasia’, diz Rui Costa sobre o caso Master

Ministro afirma que operação envolveu ativo deficitário e diz que manutenção do negócio gerava prejuízo anual de quase R$ 200 milhões aos cofres públicos

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, saiu em defesa da venda do Banco Master e afirmou que o debate em torno do tema tem sido marcado por desinformação e distorções nas redes sociais. Segundo ele, há uma diferença entre “a realidade virtual e a vida enfrentada pela gestão pública”.

“Nós vivemos um mundo da realidade virtual confrontando com a vida real. Infelizmente, todo o tempo temos que lidar com fantasia e mentira que eles reproduzem nas redes”, declarou Rui.

De acordo com o ministro, o ativo vendido era deficitário e representava um prejuízo significativo para o Estado. Rui explicou que o negócio, que ele comparou a um ‘supermercado falido’, gerava perdas de cerca de R$ 200 milhões por ano e que a venda só foi concretizada após três tentativas.

“Aquilo dava um prejuízo ao Estado de quase 200 milhões por ano. Tentamos vender uma vez, duas vezes, só conseguimos na terceira. Vendemos com tudo que tinha: lojas, cartão de crédito, tudo”, afirmou.

Rui Costa também disse que a decisão teve como objetivo proteger a população mais vulnerável, que, segundo ele, acaba arcando indiretamente com os prejuízos da administração pública. “Nós vendemos para que o povo baiano pobre, excluído, não ficasse pagando, porque quando o estado paga, quem paga não sou eu. Quem paga é o povo. O povo que mora na favela, na baixada, é que paga”, ressaltou.

Segundo o ministro, a venda foi necessária para evitar que recursos públicos continuassem sendo usados para cobrir déficits. “O povo pagava 200 milhões por ano de prejuízo daquele ‘supermercado’, nós tínhamos que vender aquilo para o povo parar de ter prejuízo”, concluiu Rui Costa.