POLÍTICA


‘Não pode ser ignorada’, diz Alden sobre insatisfação com governo Lula no Nordeste

Deputado afirmou que desaprovação representa “sinal político que não pode ser ignorado" e pode afetar profundamente as eleições de outubro

Foto: Assessoria/Capitão Alden

 

Diante da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7), o deputado federal Alden José Lázaro da Silva, mais conhecido como Capitão Alden (PL-BA), afirmou que o resultado reflete uma maior fiscalização da população em relação aos resultados entregues pela gestão atual.

“Quando a insatisfação avança nesse território, significa que uma parcela maior da população começa a questionar os resultados concretos entregues pelo governo”, afirmou.

Segundo o levantamento, a rejeição ao governo cresceu 4 pontos, alcançando 50% contra 43% de aprovação dos eleitores. A pesquisa captou também o aumento da desaprovação no Nordeste, importante base eleitoral do PT, que passou de 29% para 35%.

Para Alden, o crescimento da desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na região representa “um sinal político que não pode ser ignorado” e pode afetar profundamente as eleições de outubro.

“O mais importante é compreender que o PT não precisa perder o Nordeste para enfrentar dificuldades eleitorais, basta reduzir a enorme vantagem que obtém na região. Se essa tendência de desgaste continuar, poderá ter impacto significativo na disputa nacional”, apontou.

Diante desse cenário, o parlamentar defende que a oposição dialogue com os baianos insatisfeitos, apresentando alternativas ao PT. “Não podemos imaginar que a insatisfação com Lula automaticamente se transformará em voto. Precisamos apresentar uma alternativa concreta, dialogar com quem está decepcionado e mostrar que existe outro caminho para o Nordeste”, declarou.

Para tal, o deputado argumenta que o eleitor seja orientado a comparar as promessas feitas pela sigla com a realidade da população. “Depois de décadas de forte presença política do PT, o eleitor tem condições de avaliar o que foi prometido e o que efetivamente foi entregue”, afirmou.

“O Nordeste continua sendo uma fortaleza eleitoral do PT, mas os números mostram que essa fortaleza já não é inexpugnável. Existe um eleitorado cada vez mais disposto a avaliar alternativas, e é justamente com esse cidadão que precisamos conversar”, concluiu.