POLÍTICA


Múcio afirma que fronteira com a Venezuela segue sob controle apesar de informações conflitantes 

Após reunião de emergência no Itamaraty, ministro da Defesa diz que não há movimentação anormal na região 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou neste sábado (3) que, apesar da circulação de informações desencontradas, a fronteira entre o Brasil e a Venezuela permanece tranquila. A declaração foi feita após uma reunião de emergência realizada no Itamaraty para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. 

“Há muita informação desencontrada, mas nós já temos um contingente suficiente para garantir tranquilidade. A fronteira está absolutamente tranquila. Há homens e equipamentos posicionados há algum tempo, e seguimos monitorando a situação”, disse Múcio a jornalistas. 

O encontro foi convocado pelo governo federal após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a ofensiva militar em território venezuelano e a detenção de Maduro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da reunião por videoconferência, já que não está em Brasília. 

Também participaram do encontro os ministros da Defesa, da Casa Civil e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Segundo Múcio, uma nova reunião está marcada para as 17h deste sábado. O encontro deve contar com a presença do chanceler Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, que interrompeu as férias e retorna ao país para acompanhar a crise de forma presencial. 

Em nota, o Itamaraty informou que, até o momento, não há registros de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques. O ministério também destacou que segue em contato permanente com a Embaixada do Brasil na Venezuela e que a situação na fronteira continua sendo monitorada em articulação com o governador de Roraima. 

O comunicado reforça ainda que o presidente Lula reiterou, durante a reunião, a posição expressa mais cedo em suas redes sociais, na qual condenou a ação militar e alertou para os riscos à estabilidade regional.