POLÍTICA


Motta diz que falta consenso para votar projeto da misoginia defendido por Janja

Presidente da Câmara afirma que proposta ainda enfrenta resistência de parlamentares e não tem votação garantida nesta semana

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (11) que ainda não há consenso para votar o projeto de lei que equipara a misoginia ao racismo. A proposta é defendida pelo governo federal e recebeu apoio da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, durante reunião com ministros e líderes governistas.

Segundo Motta, o tema será debatido no colégio de líderes, mas enfrenta resistência de parte dos parlamentares, especialmente da Frente Parlamentar Evangélica. “Não consigo cravar que o projeto será votado nesta semana, porque dependo da deliberação do colégio de líderes”, disse. O presidente da Câmara relatou ainda ter recebido um apelo da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, pela aprovação da matéria.

O texto, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), equipara a misoginia ao racismo, tornando o crime inafiançável e imprescritível. A proposta integra as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e teve a votação adiada em julho. A discussão desta terça-feira acabou interrompida após o líder da Federação PT-PCdoB-PV, deputado Pedro Uczai (PT-SC), passar mal durante reunião de líderes. Com informações do jornal O Estado de S. Paulo.