POLÍTICA


Moraes condiciona análise de prisão domiciliar de Bolsonaro a perícia médica

Ministro do STF aguarda avaliação oficial de saúde do ex-presidente, internado com broncopneumonia em Brasília

Foto: Rosinei Coutinho/STF

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a análise do pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será realizada somente após a conclusão de uma perícia médica oficial.

A medida deverá ocorrer após a alta hospitalar do ex-chefe do Executivo, que está internado em Brasília há cerca de uma semana para tratar um quadro de broncopneumonia. Apesar de apresentar melhora clínica, ainda não há previsão de saída do hospital.

A defesa de Bolsonaro solicita a conversão do regime prisional para domiciliar desde o fim de 2025. No entanto, o ministro já negou ao menos quatro pedidos semelhantes, com base em laudos que apontaram que a estrutura de atendimento médico no sistema prisional seria suficiente para o acompanhamento do ex-presidente.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenação relacionada à tentativa de ruptura do Estado Democrático de Direito. O histórico recente inclui episódios de descumprimento de medidas cautelares, que resultaram na adoção de medidas mais rigorosas por parte da Justiça.