POLÍTICA


Lula critica valor do salário-mínimo e afirma que piso não assegura vida digna 

Presidente diz que remuneração atual está longe de garantir direitos básicos previstos desde a criação da política salarial 

Foto: Reprodução/GovBR

Durante cerimônia oficial realizada na sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliou que o salário-mínimo brasileiro ainda não cumpre sua função essencial. Segundo ele, o valor em vigor é “muito baixo” e insuficiente para assegurar condições básicas de vida à população trabalhadora. 

A declaração foi feita na Casa da Moeda, durante o lançamento da medalha comemorativa dos 90 anos do salário-mínimo no Brasil. Na ocasião, Lula destacou que o piso nacional foi concebido para garantir direitos fundamentais, como alimentação, moradia, educação e liberdade de locomoção, objetivos que, em sua avaliação, nunca foram plenamente alcançados. 

“O salário-mínimo é muito baixo no Brasil. Nós estamos fazendo apologia aqui da ideia de um presidente da República que, em 1936, criou a possibilidade de se estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos elementares que todos nós temos direito: morar, comer, estudar e ter o direito de ir e vir”, afirmou o presidente, ao lembrar a iniciativa do então presidente Getúlio Vargas. 

Lula também ressaltou que, ao longo das décadas, o valor do salário-mínimo não conseguiu atender de forma integral aos critérios previstos na legislação que instituiu a política salarial. Para ele, o piso deveria acompanhar de maneira mais fiel o custo de vida enfrentado pela população. 

Atualmente, o salário-mínimo está fixado em R$ 1.621, em vigor desde 1º de janeiro. O reajuste integra a política retomada no início do atual governo, que prevê aumentos reais acima da inflação, uma das principais promessas de campanha do presidente.