POLÍTICA


Lula barra entrada de assessor de Trump no Brasil e impõe que EUA liberem vistos de Padilha

Nessa quinta-feira (12), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, também negou o pedido de Bolsonaro para receber o norte-americano

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (13) que o assessor do governo de Donald Trump, Darren Beattie, só poderá entrar no Brasil quando os Estados Unidos liberarem os vistos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A declaração ocorre após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pedir autorização para receber a visita de Beattie na prisão. “Esse cidadão americano que disse que viria ao Brasil para visitar Jair Bolsonaro foi proibido de visitar. Eu também proibi a entrada dele no país enquanto não liberarem os vistos do meu ministro da Saúde, que continuam bloqueados”, afirmou Lula durante agenda no Rio de Janeiro.

Na ocasião, o presidente lembrou que, em 2025, os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. O visto do ministro, por sua vez, já estava vencido e não poderia ser cancelado. “Padilha, esteja certo de que você está sendo protegido”, disse Lula.

Na quinta-feira (12), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de Bolsonaro para receber o assessor de Trump. Na decisão, Moraes afirmou que a visita de Beattie não foi comunicada previamente à diplomacia brasileira e não faz parte de agenda oficial no país.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também se manifestou sobre o caso e informou a Moraes que a visita poderia representar interferência em assuntos internos do Brasil.

Segundo ele, a presença de um funcionário de Estado estrangeiro para visitar um ex-presidente em ano eleitoral pode caracterizar ingerência indevida na política interna brasileira.