POLÍTICA


Exoneração de líder sindical é retaliação política da prefeitura, diz Kleber Rosa

Dirigente diz que Fetrab acompanhará o caso para tentar reverter decisão da portaria

Foto: Assessoria/Kléber Rosa

 

O coordenador-geral da Fetrab (Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia), Kleber Rosa, afirmou nesta sexta-feira (20) ver como perseguição política a decisão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) de exonerar o líder sindical Bruno Carianha da Guarda Civil Municipal. Alvo de um processo administrativo, Carinhanha foi um dos envolvidos na invasão ao Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, em maio do ano passado.

Naquela ocasião, ele chegou a ser preso sob suspeita de incitar a invasão, ocorrida em meio à votação de um reajuste salarial alvo de protestos do funcionalismo municipal.

A portaria que oficializou a demissão de Carinhanha foi publicada na edição do Diário Oficial do Município de quinta (19). Além de Carinhanha, perderam seus cargos o guarda municipal Marcelo da Rocha Oliveira e o agente de trânsito Helivaldo Passos de Alcântara.

Para Kleber Rosa, a medida adotada pela gestão municipal é “extremamente arbitrária, ditatorial e marcada por um claro caráter de retaliação política”. Segundo ele, a demissão de um dirigente sindical por participação em ato político-sindical representa um grave atentado à liberdade de organização e manifestação dos trabalhadores do serviço público municipal.

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“O que está em curso é uma tentativa de intimidar o movimento sindical e silenciar as vozes que lutam por direitos. Trata-se de uma retaliação política evidente contra um trabalhador que exercia seu papel legítimo de liderança”, afirmou Kleber Rosa, que é pré-candidato a deputado estadual.

O dirigente disse que a Fetrab acompanhará o caso para tentar reverter a decisão. “A Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia estará atenta a todos os desdobramentos e adotará as medidas cabíveis para garantir que os direitos constitucionais sejam respeitados. Não aceitaremos que a perseguição política se sobreponha ao Estado Democrático de Direito”.