POLÍTICA


Kiki diz que Jerônimo é cruel com ambulantes da rodoviária: ‘É assim que cuidam de gente?’

Vereador também cobrou uma posição dos aliados do PT

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O líder do governo na Câmara Municipal, vereador Kiki Bispo (União Brasil), criticou nesta quinta-feira (22) o tratamento dado pelo governo do estado aos ambulantes que trabalhavam na antiga rodoviária de Salvador. A categoria realiza um protesto na Avenida ACM, em frente ao antigo terminal, reclamando de ter sido excluída do novo espaço e deixada sem alternativa de sustento.

Para Kiki, a situação mostra uma postura de “insensibilidade e crueldade” do governador Jerônimo Rodrigues (PT). O vereador afirma que o governo decidiu fechar o antigo terminal e transferir as operações para o novo equipamento sem apresentar qualquer solução concreta para os trabalhadores informais, muitos deles com décadas de atuação no local.

“O que o governo Jerônimo está fazendo com esses ambulantes é uma crueldade. Pessoas que trabalharam a vida inteira ali foram simplesmente descartadas como se não existissem. É assim que o PT entende o que é ‘cuidar de gente’? Onde está o diálogo? Onde estão as alternativas? Onde está o respeito a essas famílias?”, questionou.

O vereador também cobrou uma posição dos aliados do PT, ressaltando a incoerência do silêncio diante do sofrimento dos trabalhadores. “É impressionante como os aliados do PT, que gostam de discursar sobre defesa dos mais vulneráveis, agora fingem que não estão vendo o drama dessas pessoas. Quando é para fazer politicagem, todos falam; quando é para defender trabalhadores de verdade, ninguém aparece. Essa incoerência precisa ser denunciada”, afirmou.

Kiki Bispo destacou que as imagens do protesto escancaram o sentimento de abandono vivenciado pelos ambulantes. Muitos alegam que sequer foram recebidos pelo governo para apresentar reivindicações básicas, como realocação, cadastramento ou espaços alternativos de trabalho.

“Esses trabalhadores não estão pedindo privilégio. Estão pedindo o direito de trabalhar. E o Estado, que deveria protegê-los, virou as costas. Infelizmente, o que estamos vendo é um governo que fala uma coisa e pratica outra. É um tratamento desumano aos trabalhadores ambulantes, que são uma realidade em nossa cidade e precisam ser respeitados”, declarou.